Fotografias Eduardo Moody - Portfólio
Portfólio / Institucional
18-07-2019

Calendário da Prefeitura de Mata de São João

Para minha alegria, mais uma vez, tive orgulho de poder ter participado de um projeto da Prefeitura de Mata de São João que gosto tanto: o calendário anual do município. Neste informativo, pretendo falar um pouco sobre como ocorre um ensaio fotográfico desse tipo, desde a concepção até a finalização do projeto. Sei que o calendário foi distribuído no final do ano passado/início deste ano, mas meu intuito é o de apresentar as fotos e falar sobre a composição do todo.

Primeiramente, como fotógrafo e artista da luz (fico meio encabulado de afirmar isso, mas no final das contas é o que faço), me sinto muito desafiado a fazer fotos que aguçam minhas ideias e colocam em cena pilares do que acredito ser muito importante para nossa sociedade – a arte e a cultura nas escolas, elementos transformadores de um todo.

A Prefeitura já realiza comigo o calendário há mais de 10 anos. Todo ano eles homenageiam um tema específico. Já fizeram parte de calendários os trabalhos com idosos do município; os projetos culturais como folclore; esportes, etc.

Para este ano, a prefeitura (meu cliente) teve a ideia de fazer uma relação entre a educação pública e os projetos culturais/artísticos existentes na educação básica do município, tudo isso em locações que são pontos turísticos de Mata de São João, como as praias, a Casa da Torre (Castelo Garcia D’Ávila), Igreja São Francisco de Assis, etc. Assim, resumindo, o tripé do projeto assentava-se em: educação básica + arte/cultura + pontos turísticos do município. Muita coisa? Pois é, este foi o briefing passado pelo cliente para mim e minha tarefa seria produzir imagens que contemplassem – belamente – esses universos.

Sobre o processo de feitura das imagens

Como a maioria dos projetos fotográficos, o calendário foi construído a muitas mãos e fui pensar junto com o cliente a composição de cada cena. Nisso, precisávamos nos planejar, organizar e montar a ideia. Para se ter um exemplo, numa foto onde aparecerão crianças que fazem aula de Ballet clássico, precisávamos nos programar para responder a questões como:

. Aonde podemos alocar essas pessoas num ponto turístico de Mata?

. Quais roupas e sapatos usarão?

. Estarão maquiadas?

. Naquele grupo de tantas crianças, quem será o homenageado que irá representar naquela cena?

. Que tipos de luz usaremos?

. Farão alguma pose específica?

. Estamos conseguindo passar alguma “verdade” com essa cena retratada?

. Quem será o protagonista na cena retratada? E estas não são decisões que competem a mim – normalmente elas já veem com uma indicação do cliente mas, em muitos casos, preciso fazer uma interferência primando pelo meu trabalho: a pessoa escolhida é fotogênica? E não entendam “fotogênica” como sinônimo de alguém necessariamente bonito, mas sim aquela pessoa que intuitivamente sabe se posicionar para a câmera, tem um sorriso bonito e/ou um olhar cativante. Nessa seleção pelo fotogênico, também precisamos lidar com o querer da pessoa – ela realmente quer fazer a foto? Caso afirmativo, outra indagação surge – e essa pessoa poderia ser considerada a representante daquele grupo de pessoas?

Também aparecerem questões como:

. O figurino está em bom estado?

. A roupa combina com o ambiente fotografado?

. A roupa está no tamanho adequado para a pessoa?

. Como estará a previsão do tempo?

. Como estará a iluminação do lugar?

. A foto será pela manhã? Pela tarde?

E falando sobre luzes, este é um ponto extremamente delicado para nós, fotógrafos, pois às vezes tenho a vontade de utilizar uma determinada luz mas a produção não consegue colocar aquela quantidade de gente no lugar determinado e no horário que para mim seria ideal em termos de luz (é muito difícil colocar 20 pessoas reunidas, produzidas, para fazer uma foto no nascer do sol numa praia mais distante). O fotógrafo tem a situação ideal em sua mente, só que isso, ao mesmo tempo, concorre com as possibilidades de tempo, de custos, de logística.

Preciso elencar também outras perguntas que me faço a cada trabalho novo:

. Qual tipo de lente usarei?

. Que tipo de luz terei/farei?

. Vou precisar de assistentes?

Nesse trabalho específico do calendário da prefeitura, como se tratavam de retratos, optei por misturar um pouco da luz artificial com iluminação natural, para poder dar um tom de pele mais bonito – leve preenchimento, já que a pele das pessoas não era a parte essencial, como uma fotografia de maquiagem/moda. Para mim, o resultado do todo ficou muito bom!

Como vocês podem observar, produzir um ensaio fotográfico coerente, bonito, exige muito trabalho de pré-produção. Assim, este trabalho foi pensado e estudado de modo a construir imagens significativas para o todo – mostrar aos usuários dos calendários, páginas dotadas de apuro estético juntamente com a indicação de dias/semanas/meses. Trata-se de uma forma de contribuir para a beleza e a leveza do cotidiano que fica muito mais harmonioso com arte.

O calendário, como se faz todo ano, é distribuído de forma gratuita e tem uma tiragem de 10.000 exemplares. De tão procurado, o calendário já virou uma tradição do município.

Que venham os próximos!  ;-) 

Calendario PMSJ

2019

MES JANEIRO

Mes Fevereiro

MES MARCO

MES MAIO

MES JULHO

MES SETEMBRO

MES OUTUBRO


10-05-2019

Tivoli Anantara SPA - Praia do Forte

Fui convidado para produzir um ensaio fotográfico sobre a reformulação do SPA do Tivoli Ecoresort Praia do Forte. O charmosíssimo "Anantara SPA" já está em funcionamento e minhas fotos contribuem para a divulgação desse espaço. Para mim foi um trabalho especialmente prazeroso porque celebra os 15 anos de minha parceria fotográfica com o Tivoli Ecoresort Praia do Forte.

Segue abaixo uma pequena amostra do que produzimos.

EM06022019-9763

EM06022019-9714

composicaotivoli

EM07022019-9870

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10-05-2019

De volta e à ativa + Novidades

Olá,

Não sei se muitos de vocês sabem, mas o Eduardo Moody aqui é formado em Comunicação/Jornalismo pela UFBA. É, meus amigos, aquele jovem-louro-cabeludo-surfista terminou o colégio e quando chegou a hora de decidir qual vestibular faria, pensou logo: “gosto de conversar com as pessoas, gosto de conhecer coisas novas, sou bastante curioso... minha vocação só pode ser a Comunicação!”. E foi graças a essa decisão que descobri o mundo teórico/prático da fotografia numa das disciplinas da faculdade. Lá se vão mais de 20 anos de estrada, de muitos erros e acertos, de muitas descobertas e com a sensação de que sou um eterno aprendiz-curioso que continua amando arte-fotografia-natureza-gente-surfe.

Neste meu caminho, tenho encontrado muita gente bacana, tenho explorado novas coisas e tenho sentido uma necessidade maior de me expressar por outros meios. Durante essa caminhada, amigos e clientes já haviam comentado comigo essa minha forma de questionar o mundo da fotografia e que eu sabia me expressar bem sobre o que eu estava questionando.

Devo confessar que duas pessoas, em especial, têm contribuído para isso: uma é Vânia Lima, minha colega de turma dos tempos da FACOM e que há alguns anos está à frente da TemDendê Produções. Partiu dela o convite para que eu fosse o protagonista da série “Rios Maranhenses” e ter participado desse projeto reavivou muitas coisas importantes dentro de mim.

Outra pessoa especial é Andréa Beraldo, minha companheira, mãe do meu amado Marco Antônio, que decidiu trabalhar exclusivamente comigo desde o início de 2018. Hoje ela está à frente da parte artística da Fotografias Eduardo Moody, o que me possibilita poder trabalhar mais com projetos autorais, pensar e falar mais sobre fotografia.

Ter passado quase três meses no Maranhão gravando, errando, aprendendo, descobrindo, entendendo, me ajudou a perder uma certa timidez e a assumir uma voz autoral de alguém que consome arte, que critica (no sentido de dissecar, esmiuçar), que teoriza sobre isso que tanto amo: a arte fotográfica.

Foi “pós-Maranhão” que nos aventuramos a colocar na minha agenda algumas palestras, exposições, workshops, atuação mais sistemática no instagram. E ter feito isso me proporcionou um certo repertório e, claro, importantes feedbacks que me motivaram a continuar falando sobre fotografia. A experiência do Workshop "Imersão Fotográfica", aqui em Praia do Forte, realizado em novembro de 2018, trouxe para mim mais um retorno positivo dos participantes que, sem modéstia, enalteceram minha forma didática de apresentar conteúdos teóricos sobre fotografia.

Essa delonga toda é para anunciar que pretendo, sem grandes expectativas – por favor, rsrsrsrsr –, produzir conteúdo aqui para minha newsletter. Será uma nova experiência até mesmo para poder avaliar se irei gostar ou não desse caminho. Assim, pretendo continuar apresentando meus trabalhos fotográficos para vocês mas, também, pretendo escrever algo relacionado à fotografia, seja uma resenha de câmera, lente, exposição, filme, seja a divulgação de algum evento legal que tenha a ver com o meu universo (como fiz na newsletter passada, divulgando o Feira Literária Internacional da Praia do Forte).

Então, aguardem que nos próximos dias enviarei para vocês meu primeiro humilde texto relacionado a algo do mundo da fotografia. Já adianto que pretendo colocar essa produção de conteúdo para ser de forma quinzenal.

Também vale dizer que aceito sugestões de pautas e críticas construtivas!

Ah, só mais uma coisa: me segue lá no instagram!

 @fotografiaseduardomoody

 

Saudações fotográficas,

do amigo

Eduardo Moody