Fotografias Eduardo Moody - Mais...
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DIMENSÃO MÁGICA – PRAIA DO FORTE

Primeira exibição
Galeria Pierre Verger – Biblioteca Central do Estado
Julho de 2001
Salvador – Bahia – Brasil

Segunda exibição
Solar dos Pássaros
Setembro de 2003
Praia do Forte – Bahia – Brasil

Dimensão Mágica foi o meu trabalho de conclusão da graduação em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia. O projeto consistiu num ensaio fotográfico sobre a natureza da Praia do Forte e resultou, a princípio, numa exposição na Biblioteca Central do Estado. As fotografias tiradas em película mostram a estreita relação com o meu lar, Praia do Forte, e são dedicadas à conservação e à contemplação da natureza.

“As fotos de Moody convidam à meditação e à contemplação”.

Simone Ribeiro, Jornal A Tarde, 20/07/2001.

“Para o fotógrafo Eduardo Moody, entretanto, o exercício do olhar confere novas matizes a lugares que todos pensavam já terem se acostumado”.

Cyntia Nogueira, Correio da Bahia, 18/07/2001.

“Moody fotografou mais que a localidade de Praia do Forte. Foi além ao transpor a barreira do cenário e captar a incidência da luz sobre o local, transformando muitas vezes o simples em obra de arte. O melhor expoente da nova geração de fotógrafos de Salvador”.

Beto Oliveira, Objetiva Foto Filme. Depoimento em Julho de 2001.

DIMENSÃO MÁGICA – CHAPADA DIAMANTINA

Exibição única
Espaço Jaqueira
Janeiro de 2004
Vale do Capão – Bahia – Brasil

A idéia da Dimensão Mágica transpôs a Praia do Forte para alcançar também a Chapada Diamantina. Um caminho natural para mim, região da Bahia cheia de belezas, culturas, diversidades, mistérios e encantamentos.

A exibição foi na própria Chapada Diamantina e contou com 15 imagens selecionadas em 5 anos de fotografia na região. O texto que escrevi para apresentação da exposição, acredito ser a melhor tradução para o motivo desta exposição.

“Sentia minhas pernas soltas e ainda mais leves, apesar de tantos kilômetros, subidas, descidas, pedras, troncos e daquela imensa mochila em minhas costas. Estava em êxtase! O cansaço físico era diluído em tantas novas experiências e descobertas, paisagens mágicas e muita, muita endorfina. Tinha 20 anos e apesar de nunca ter sido uma pessoa urbanóide, pelo contrário, sempre gostei da vida e do lazer em ambientes naturais, aquela vivência estava me colocando em conflito com muitos dos meus conceitos e da nossa cultura.

Primeiro e talvez mais impactante, foi pensar que naquele longo percurso da trilha, todo dinheiro que carregava, mais ou menos 100 Reais, valiam absolutamente nada. Ali não se compra e não se vende qualquer coisa. Nunca havia me colocado ou me encontrado naquela situação – um local onde o dinheiro não tem finalidade. Acabei só voltando a tocar no dinheiro seis dias depois, para tomar uma e apenas uma cerveja gelada, um dos melhores goles da minha vida!

Na trilha, enquanto o dinheiro perde seu uso e valor, a união do grupo é a maior riqueza. Quase tudo é coletivo: a caminhada, as refeições, a divisão das tarefas, as paradas, a espera por aquele mais lento, o socorro… E foi aí que percebi outra questão: o conflito entre o ser individual e o coletivo. Na trilha conquistei amigos, solidifiquei minhas melhores relações de amizade, como também percebi que alguns não eram realmente como eu os imaginava. Fica evidente quem é solidário, confiável, genereso, amigo… E o inverso também. A trilha se parece com a metáfora do “mito da caverna” de Platão, quando naqueles dias nós conseguiamos observar não apenas as sombras no fundo da caverna, mas também o céu, a essência das coisas, neste caso, o – eu – profundo das pessoas.

E por falar em reflexo, passar dias sem se ver no espelho é outra “viagem” da trilha. Você já se perguntou quantas vezes se olha no espelho por dia, seja em casa, no carro, no shopping, no trabalho, etc? Ficar quatro, cinco, seis dias sem este reflexo parece uma eternidade. E todas  as pessoas concordam que a primeira vista é sempre surpreendente e bela. Todos se acham mais bonitos, mas principalmente saudáveis. No mundo urbano, somos escravos do espelho, da nossa aparência, de como temos que nos mostrar para os outros.

E se é para quebrar paradigmas, na trilha não existe cama, banheiro, carro, telefone, casa, etc, etc e etc. A sua sobrevivência está em suas costas, ou melhor, na sua mochila; o seu transporte são suas pernas e a tv dá lugar à visão cinematográfica das montanhas, cachoeiras, flores, pedras, cascatas, poços, árvores, animais… É incrível como após uma vivência dessas parecemos mais fortes, mais vivos. Sentimos a presença de algo superior que faz explicar a existência de tamanha sincronia e perfeição. Talvez seja por estes motivos que muitas pessoas, que já tive o prazer de introduzir a uma “trilha-experiência”, choraram em algum momento da viagem. Choraram ao sentir tudo isso, um misto de alegria, medo, descoberta e impotência frente a grandiosidade da Chapada Diamantina.

É dessa forma que este pedaço do planeta mudou o meu jeito de ser, de enxergar o mundo e as pessoas. Sou mais humano, mais feliz, mais sensível. Vivências, inúmeras e imensuráveis, me fizeram ser mais um apaixonado pela Chapada Diamantina. Desde a primeira vez que realmente a conheci, na semana santa de 1996 (fazendo a trilha da fumaça por baixo), que sinto uma necessidade inexplicável de rever aquelas montanhas, para mim entidades, cada qual com sua personalidade própria. Sinto saudades de respirar o ar puro, de sentir o suor numa subida íngrime, de acordar com o céu estrelado, de mergulhar naquela água fresca e ferruginosa, de adormecer com a cantiga dos riachos, de me preocupar com o acampamento, com a próxima refeição ou com a lenha do fogo. Coisas simples, mas vitais à saúde da alma!”

 


REFLEXO NATURAL

Exibição única
Galeria Fotografa
Janeiro de 2001
Salvador – Bahia – Brasil

Reflexo Natural foi minha primeira exposição individual. O título remete ao tema da natureza, e o modo como fui inspirado por ela. Todas as imagens foram feitas em filme e revelam minha primeira fase na fotografia: a busca incessante pela natureza. As fotografias são um retrato de uma Bahia natural, passando por Itacaré, Praia do Forte, Chapada Diamantina e Ilha de Boipeba.